Para 74% dos brasileiros, economia levará pelo menos um ano para se recuperar

 

A maioria dos brasileiros bancarizados (74%) prevê que a economia vai levar pelo menos um ano para se recuperar dos impactos da pandemia de covid-19, aponta levantamento que a Febraban divulga nesta sexta-feira. No entanto, quase a metade (49%) dos entrevistados espera que irá recuperar sua situação financeira pessoal e familiar em até 12 meses.

Os resultados fazem parte da primeira edição do Observatório Febraban, o primeiro se uma série de estudos mensais que a entidade passa a divulgar. Neste mês, o foco foram as perspectivas de mudança no comportamento econômico-financeiro dos consumidores após a pandemia. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) com 1 mil brasileiros bancarizados entre os dias 1º e 3 de junho.

Em relação aos bancos, o levantamento aponta que 46% dos entrevistados pretendem usar preferencialmente os canais digitais depois da crise. Um contingente de 37% afirma que vai usar agências físicas e atendimento digital. O atendimento presencial se mostra mais relevante quanto menor a renda e maior a idade.

Outra constatação do estudo é que 83% pretendem manter ou reduzir o nível de compras ou consumo após a crise, enquanto 14% disseram que vão aumentar. Uma parcela de 15% respondeu que o uso de cartão de crédito vai aumentar.

Há intenção de manter ou aumentar a frequência de ida a supermercados para 78% dos entrevistados. Dois terços também planejam pelo menos manter a frequência de ida ao salão de beleza. No caso de comércio de rua, esse patamar é de 55%. Nos shopping centers, a frequência será mantida ou elevada para 47%, e reduzida para 45%.

Uma parcela de 15% afirmou ter a intenção de contratar financiamento imobiliário, enquanto 15% pretendem tomar crédito para compra de material de construção com planos de reformar seu imóvel. Também há 14% que pretendem financiar a compra de moto ou carro.

O levantamento também detectou que 16% pretendem tomar empréstimo bancário, 15% disseram acreditar que usarão consignado e 11% esperam ter de recorrer ao cheque especial.
“O Observatório pretende se tornar uma relevante fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores”, afirmou, em comunicado, o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

“Nessa primeira pesquisa, o Observatório Febraban procurou identificar como as pessoas, na retomada das atividades, estão aos poucos superando medos e incertezas, dispostas a adquirir bens e serviços, a realizar seus sonhos antigos e também os novos que surgiram durante essa experiência inimaginável”, disse o sociólogo e cientista politico Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, por meio do comunicado.

 

Fonte: Valor Econômico

 

 

 

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